Que reino você está construindo? | Universidade Babilônia – Ep.04 | Crônicast#004

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Série: Universidade Babilônia – 04

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Caos no Reino (Daniel 2:1-16)

Versos 1-6: No segundo ano de seu reinado, Nabucodonosor teve sonhos; sua mente ficou tão perturbada que ele não conseguia dormir. Por isso o rei convocou os magos, os encantadores, os feiticeiros e os astrólogos para que lhe dissessem o que ele havia sonhado. Quando eles vieram e se apresentaram ao rei, ele lhes disse: “Tive um sonho que me perturba e quero saber o que significa”. Então os astrólogos responderam em aramaico ao rei: “Ó rei, vive para sempre! Conta o sonho aos teus servos, e nós o interpretaremos”. O rei respondeu aos astrólogos: “Esta é a minha decisão: Se vocês não me disserem qual foi o meu sonho e não o interpretarem, farei que vocês sejam cortados em pedaços e que as suas casas se tornem montes de entulho. Mas, se me revelarem o sonho e o interpretarem, eu lhes darei presentes e recompensas e grandes honrarias. Por isso, revelem-me o sonho e a sua interpretação”.

Essa é uma típica situação “Fique rico ou morra tentando”. Após uma noite de tensão e insônia, o rei se levanta e questiona: “Qual foi o meu sonho e o que significa?”. Ele convoca encantadores, mágicos, místicos, feiticeiros, sábios, astrólogos… 

Quando você se encontra na posição de quem conquistou tudo o que havia para ser conquistado, o próximo passo é viver em paranoia, com medo de que alguém vá tomar tudo de você. “Alguém está de olho no que é meu, alguém quer tomar de mim.”

Nabucodonosor sabe que de alguma maneira, aquilo o afeta diretamente. Por isso ele convoca os melhores dos melhores do reino e dá seu ultimato: “Não interprete o sonho, conte qual foi o sonho, e então interprete para mim”.

“Ah, qualé mano? Mó injustiça issaê! Nós temos manuais de interpretação de sonhos, volumes e volumes com padrões de análise, enciclopédias sobre quem sonhou o que no passado e o que realmente aconteceu. Se foi um pássaro, pode significar voo, se foi um rio… e assim por diante. Mas nós temos que ter algo para começar. Rei, o que o senhor está pedindo é impossível!”

“Não, é isso e pronto! Contem meu sonho e depois interpretem, caso contrário, irei cortá-los em pedacinhos e transformarei vossas casas em um monte de entulho. Mas se contarem, lhes darei todo o tipo de riqueza.” 

Versos 7-11: “Mas eles tornaram a dizer: “Conte o rei o sonho a seus servos, e nós o interpretaremos”. Então o rei respondeu: “Já descobri que vocês estão tentando ganhar tempo, pois sabem da minha decisão. Se não me contarem o sonho, todos vocês receberão a mesma sentença; pois vocês combinaram enganar-me com mentiras, esperando que a situação mudasse. “Contem-me o sonho, e saberei que vocês são capazes de interpretá-lo para mim”. Os astrólogos responderam ao rei: “Não há homem na terra que possa fazer o que o rei está pedindo! Nenhum rei, por maior e mais poderoso que tenha sido, chegou a pedir uma coisa dessas a nenhum mago, encantador ou astrólogo. O que o rei está pedindo é difícil demais; ninguém pode revelar isso ao rei, senão os deuses, e eles não vivem entre os mortais”.

 “Você pode acreditar no deus que você quiser, não tem problema, há centenas deles, mas o senhor não chamou os deuses, o senhor chamou a nós. E ninguém pode fazer o que o senhor está pedindo. É uma tarefa para os deuses, e os deuses não caminham entre os homens”. 

Versos 12-13: “Isso deixou o rei tão irritado e furioso que ele ordenou a execução de todos os sábios da Babilônia. E assim foi emitido o decreto para que fossem mortos os sábios; os encarregados saíram à procura de Daniel e dos seus amigos, para que também fossem mortos”.

Em um momento ou outro de nossas vidas, não importa quem sejamos, iremos nos deparar com questões que o mundo não tem resposta. O que fazer então? Que respostas a sabedoria de Babilônia tem pra mim agora? Quando chegamos nesse ponto da história, novamente nos encontramos observando paralelo que há entre a Babilônia de 600 a.C e a Babilônia de hoje

É uma cidade cheia de materialismo e arrogância, e mesmo assim, apesar de tudo que você possa conquistar, haverá momentos em que o mundo vai de deixar sem chão. Mesmo juntando os melhores dos melhores dos melhores sábios da cidade mais desenvolvida da época, a resposta é a mesma: “Rei, o que você está pedindo é impossível. Isso é uma tarefa para os deuses, e eles não estão ente nós”.

Uma coisa é viver em uma comunidade de fé e compartilhar da mesma esperança de que um dia tudo vai ser diferente. Mas quando se vive em um mundo que acredita que Deus não anda entre os homens, ou mesmo que ele não exista, então dar uma resposta fica muito mais difícil. E o mundo acaba dando a mesma desculpa que os sábios: “É assim que as coisas são, não há o que fazer”.

Versos 14-16: “Arioque, o comandante da guarda do rei, já se preparava para matar os sábios da Babilônia, quando Daniel dirigiu-se a ele com sabedoria e bom senso. Ele perguntou ao oficial do rei: “Por que o rei emitiu um decreto tão severo”? Arioque explicou o motivo a Daniel. Diante disso, Daniel foi pedir ao rei que lhe desse um prazo, e ele daria a interpretação”.

Daniel tem a clareza de espírito e o bom senso de indagar os motivos daquele decreto. Ele não sai correndo segurando um cartaz de protesto, pedindo o impeachment de Nabucodonosor. Ele não vai correndo pra rua colocar fogo nos ônibus e gritar que não é pelos 20 centavos.

Daniel com toda a calma e bom senso do mundo diz: “Posso perguntar, antes de vocês me matarem e transformarem minha casa em entulho, por que um decreto tão severo?” Arioque não tinha que dar satisfação para um condenado à morte, mas isso mostra o favor que Daniel já possuía no reino

Aí Arioque responde: “Mano, o rei teve um sonho esquisito e ninguém conseguiu saber o que era. Eu tenho que executar todos vocês. Foi mal, nada pessoal, apenas negócios”. “Ow, ow, ow, ow, calma lá. Pera aí. Fale com o rei, peça mais tempo”.

 

Quem recebe a glória? (Daniel 2:17-28)

Versos 17-19: “Daniel voltou para casa, contou o problema aos seus amigos Hananias, Misael e Azarias, e lhes pediu que rogassem ao Deus dos céus que tivesse misericórdia acerca desse mistério, para que ele e seus amigos não fossem executados com os outros sábios da Babilônia. Então o mistério foi revelado a Daniel de noite, numa visão. Daniel louvou o Deus dos céus”.

Daniel, apesar de andar com Deus, sabia que orar e falar com Deus era algo que levava tempo. Ele entende que apesar de andar com esse Deus que caminha sim entre os homens, ele não controla Deus. E é por isso que ele pede tempo: “Se Deus quiser, ele vai me dar a interpretação, se não, eu estou pronto pra morrer, mas depende inteiramente dele”. 

Por que será que a oração é a última coisa que nós buscamos quando deveria ser nosso primeiro recurso? Por que nossa atitude é sempre: “Já tentei tudo o que podia tentar com minhas próprias forças, só me resta orar.”? Quando deveria ser nosso ponto de partida. Não só nos tempo de crise, mas também no sucesso. “Deus, me ajude nessa promoção.” “A administrar esse aumento.” “A ser humilde diante dos elogios.”

Aqueles 4 jovens oraram como se a vida deles dependesse disso. Até por que dependia, né? E naquela noite, Deus revela tudo a Daniel, não apenas o sonho mas também a interpretação. 

E veja só o que acontece nos versos 20-23, vamos ver quem fica com a glória. Eu quero que você contabilize com os dedos cada vez que o nome ou pronome de Deus for citado na oração a seguir, mesmo que de modo implícito:

“e disse: “Louvado seja o nome de Deus para todo o sempre; a sabedoria e o poder a ele pertencem. Ele muda as épocas e as estações; Ele destrona reis e os estabelece. Ele dá sabedoria aos sábios e conhecimento aos que sabem discernir. Ele revela coisas profundas e ocultas; ele conhece o que jaz nas trevas, e a luz habita com ele. Eu te agradeço e te louvo, ó Deus dos meus antepassados; tu me deste sabedoria e poder, e me revelaste o que te pedimos, revelaste-nos o sonho do rei”.

Veja como é grandiosa a resposta de Daniel ao favor de Deus, por uma dúzia de vezes ele se refere a Deus como soberano.

Deus, é você, você, você, você, você, você!” As únicas vezes que ele se refere a si mesmo é dizendo: “Eu te agradeço.” e “Eu recebi mesmo sem merecer”. 

E sabe por que isso é tão grandioso? Porque vai totalmente ao contrário do que eu e você fazemos diariamente. Vai de encontro ao que a Universidade de Babilônia ensina para seus alunos. Quer ver um exemplo? Vamos ver agora o que ocorre com um graduado de Babilônia.

Versos 24-25: “Então Daniel foi falar com Arioque, a quem o rei tinha nomeado para executar os sábios da Babilônia, e lhe disse: “Não execute os sábios. Leve-me ao rei, e eu interpretarei para ele o sonho que teve”. Imediatamente Arioque levou Daniel ao rei e disse: “Encontrei um homem entre os exilados de Judá que pode dizer ao rei o significado do sonho”.

Percebeu o que está acontecendo aqui? Após Daniel adorar e agradecer a Deus por ter lhe dado de presente o que eles precisavam, aparece um graduado em Babilônia pra dizer: “Rei, não se preocupe mais, achei a solução para o seu problema”. Muito bom Arioque, muito bom, mas você não teve nada a ver com isso, campeão. 

Só que antes de crucificarmos Arioque, precisamos entender que somos iguaizinhos. Se você, como eu, possui metade de um cérebro, qualquer oportunidade de tornar seu nome grande ou de levar alguma vantagem, você vai aceitar. É assim que as coisas são em Babilônia. É assim com Arioque, é assim com o rei, é assim conosco. “Eu tenho uma chance de ganhar pontos com o rei resolvendo esse problema do sonho, então eu agarro com todas as forças”.

Agora veja o contraste de quem estudou em Babilônia, foi exposto a toda a filosofia e estilo de vida dessa grande universidade, mas ainda assim permaneceu firme ao Reino de Deus.

Verso 26: “O rei perguntou a Daniel, também chamado Beltessazar: “Você é capaz de contar-me o que vi no meu sonho e interpretá-lo?””

Lembre-se do que está em jogo aqui. Se alguém for capaz de adivinhar o sonho e interpretá-lo, será grandemente favorecido com riquezas e status. Arioque já tentou tirar uma casquinha aqui. Esse é o momento de Daniel brilhar, de sambar na cara da sociedade.

“Daniel, valendo 1 milhão, você pode interpretar meu sonho?”.

Verso 27: “Daniel então respondeu: NÃO! Nenhum sábio, encantador, mago ou adivinho é capaz de revelar ao rei o mistério sobre o qual ele perguntou”. 

Eu não sei se você notou, mas Daniel acabou de tirar o pescoço de todo mundo da forca. Mesmo aqueles malucos adoradores de madeira, que falam com os mortos e ficam olhando pras estrelas. Daniel não fala pro rei: “Olha rei, o problema é que você chamou esse povo sem Deus aí, servos do inimigo.” Ele não ataca seus colegas pagãos de outras religiões. 

“Eu não consigo, e nem seus adivinhos, necromantes e astrólogos.” Que!? Deixa eles serem cortados em pedaços, elime a competição! Não. Daniel já tinha compreensão das palavras de Jesus acerca de amar até os inimigos. 

“Eu não posso fazer, mas…”. 

Versos 28-29: “mas existe um Deus nos céus que revela os mistérios. Ele mostrou ao rei Nabucodonosor o que acontecerá nos últimos dias. O sonho e as visões que passaram por tua mente quando estavas deitado foram os seguintes: Quando estavas deitado, ó rei, tua mente se voltou para as coisas futuras, e aquele que revela os mistérios te mostrou o que vai acontecer”.

“Ninguém pode fazer o que você está pedindo, mas existe um Deus no céu…”.

Dos aspectos mais básicos da sua vida, até os momentos de maior realização, quem fica com a glória? 

Eu sei que eu sou muito mais como Arioque do que como Daniel. Mesmo sabendo que tudo o que eu tenho e sou, meu emprego, minhas habilidades, meus dons e talentos, minhas oportunidades, meu “quem indique”, meus relacionamentos e parcerias, todo dom perfeito vem do Pai das luzes, como diz Tiago, mesmo assim, eu insisto em levar toda a glória. Existe em nós a filosofia de Babilônia.

Daniel resiste firmemente. Ele poderia dizer: “Rei, eu tenho o que você precisa. Liberte a mim e a meu povo, deixe-nos voltar para Jerusalém, com um carro cheios de diamantes, prata e ouro e nos deixe em paz”. Provavelmente ele teria recebido, mas este não é Daniel. 

Se tivesse sido comigo e o rei tivesse perguntado: “Isaque, você consegue?” Imediatamente eu teria respondido: “Claro que sim, eu sou o cara, já vai contando o dinheiro aí”. Mas não me entenda mal. Assim que eu chegasse em casa de noite, eu agradeceria a Deus em oração, afinal de contas, eu sou um cristão.

Eu fico pensando: Por que será que o âmago do meu ser faz de tudo para promover o meu eu em toda e qualquer oportunidade? Seja com o seu supervisor, seus pais, seus colegas de faculdade ou professores, por que a nossa primeira inclinação é dizer: “Fui eu! Eu que fiz!”?

Se você virar a página da sua Bíblia rapidamente de volta ao capítulo 1, no verso 17 diz: “A esses quatro jovens Deus deu sabedoria e inteligência para conhecerem todos os aspectos da cultura e da ciência. E Daniel, além disso, sabia interpretar todo tipo de visões e sonhos.”

Daniel já sabia que tinha o dom de interpretar sonhos e visões? Sim. E o que ele faz com isso? “Deus, é você, você, você, você, você!”

“Daniel você consegue?”, “Não, mas eu conheço um Deus que pode. E por alguma razão que eu não sei explicar, ele escolheu caminhar comigo.”

É esse tipo de homem e mulher que Deus ainda busca hoje. Alguém que entenda que todo o propósito da nossa vida é para glorificá-lo em tudo que fazemos. Mas como isso é difícil. A filosofia de Babilônia corre muito forte em nossas correntes sanguíneas. 

Geralmente, as coisas da nossa vida que nós somos bons, que nós possuímos maior habilidade para realizarmos, são justamente as coisas que nós fazemos sem Deus. 

Você ora antes de entrar naquela sala de reuniões? “Não, pra que? Eu arraso nas apresentações! Eu já sei que esse é o meu dom”. Pois é, o que você não percebe é que é um dom, algo que foi doado a você. E no momento em que o capítulo 1 vira o capítulo 2, você se esquece que ganhou esse dom, por que? Porque você ama Babilônia.

Deus continua procurando pessoas que quando recebem a oportunidade, não exitam em dizer: “Deus, é sobre você e não sobre mim”.

O próprio Jesus, quando foi chamado de “Bom Mestre” respondeu: “Por que me chamam de bom? Ninguém é bom, somente o Pai que está no céu”. Se o próprio Jesus que era Deus se esquivou de receber glória e louvores terrenos, quanto mais nós.

Verso 30: “Quanto a mim, esse mistério não me foi revelado porque eu tenha mais sabedoria do que os outros homens, mas para que tu ó rei, saibas a interpretação e entendas o que passou pela tua mente.”

Esse é todo o ponto da vida de Daniel? “Quanto a mim…”. Quem minha vida e talentos promove? Meu objetivo constante é receber louvores, buscar vantagens, reconhecimento e status ao fim do dia, ou é viver uma vida que faça as pessoas olharem para Deus? 

“Daniel, você está diante do homem mais poderoso do mundo, e você tem a carta na manga. Use, ganhe vantagem, aproveite”. Não. Daniel responde: “Eu posso viver aqui, mas eu não sou daqui. Eu posso ser constantemente bombardeado pela filosofia da Universidade de Babilônia, mas existe um Deus a quem eu sirvo e é ele quem merece toda a glória.”

O que eu quero que você entenda ao fim dessa mensagem, é que “cristianismo” não é um título que nós usamos aos fins de semana, quer você frequente a igreja no sábado ou no domingo. “Cristianismo” é um estilo constante de vida que permeia e influencia cada aspecto da nossa vida, e nos lembra que não fazemos parte de Babilônia, nossa filosofia é outra.

 

Um sonho específico (Daniel 2:29-49)

Eu gostaria de passar rapidamente pelo resto do capítulo, ressaltando os pontos altos do sonho do rei, apenas para chegarmos na seguinte reflexão: 

Qual reino você está construindo? 

Vamos lá:

Versos 31-35: “Tu olhaste, ó rei, e diante de ti estava uma grande estátua: uma estátua enorme, impressionante, e sua aparência era terrível. A cabeça da estátua era feita de ouro puro, o peito e o braço eram de prata, o ventre e os quadris eram de bronze, as pernas eram de ferro, e os pés eram em parte de ferro e em parte de barro. Enquanto estavas observando, uma pedra soltou-se, sem auxílio de mãos, atingiu a estátua nos pés de ferro e de barro e os esmigalhou. Então o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro foram despedaçados, viraram pó, como o pó da debulha do trigo na eira durante o verão. O vento os levou sem deixar vestígio. Mas a pedra que atingiu a estátua tornou-se uma montanha e encheu a terra toda.”

O rei neste momento deve estar boquiaberto. Essa é uma das profecias mais conhecidas da Bíblia. Sua precisão histórica é formidável. Vamos recapitular rapidamente para seguirmos com nossa reflexão:

Cabeça de Ouro: Babilônia
Peito de Prata: Medos e Persas
Quadril de Bronze: Grécia
Pernas de Ferro: Roma
Pedra que desce: Reino de Deus

 

Daniel então explica: “Rei, você é a cabeça de ouro.”  O rei deve ter ficado: “Ieeeei! Eu sou a cabeça de ouro! Eu sou o maior! Ieeeei!”. E Daniel continua: 

Verso 39 a 44: “Depois de ti surgirá um outro reino, inferior ao teu. Em seguida surgirá um terceiro reino, reino de bronze, que governará sobre toda a terra. Finalmente, haverá um quarto reino, forte como o ferro, pois o ferro quebra e destrói tudo; e assim como o ferro a tudo despedaça, também ele destruirá e quebrará todos os outros. Como viste, os pés e os dedos eram em parte de barro e em parte de ferro. Isso quer dizer que esse será um reino dividido, mas ainda assim terá um pouco da força do ferro, embora tenhas visto ferro misturado com barro. Assim como os dedos eram em parte de ferro e em parte de barro, também esse reino será em parte forte e em parte frágil. E, como viste, o ferro estava misturado com o barro. Isso quer dizer que se procurará fazer alianças políticas por meio de casamentos, mas essa união não se firmará, assim como o ferro não se mistura com o barro. Na época desses reis, o Deus dos céus estabelecerá um reino que jamais será destruído e que nunca será dominado por nenhum outro povo. Destruirá todos esses reinos e os exterminará, mas esse reino durará para sempre.”

A mensagem central dessa profecia, desse sonho, é Deus dizendo ao homem: “Você pode construir reinos, impérios e erguer palácios, mas nada disso irá durar para sempre, e no fim, eu estabelecerei o meu reino, o Reino dos Céus, e ele irá durar para todo o sempre. E tudo o que você construiu será esmagado e levado pelo vento.”

“Babilônia, por mais rica que você seja, seu reino não vai durar. Medos e persas, não importa quantas alianças e parcerias você faça, seu reino não vai durar. Grécia, sua lógica e inteligência pode ser destaque, mas isso não fará seu reino durar. Roma, sua força bruta e violenta não fará seu reino durar. No fim, meu reino varrerá tudo isso, e quem fizer parte desse reino, viverá para sempre nele.”

Pra que reino você trabalha? Você está empenhado em construir um império em sua vida, ou está mais preocupado em fazer parte da construção de um reino celeste?

Não é possível acreditarmos em Deus sem acreditarmos que ele possui um reino. E servir a Deus significa viver nesse reino.

A Universidade Babilônia te ensina a juntar riquezas e se tornar poderoso, ser a cabeça de ouro. Jesus nos diz: “Ajunte tesouros no céu. Venha fazer parte de um reino que jamais acabará. Me ajude a construí-lo. Me ajude a implantá-lo. Promova o reino com sua vida.”

Estamos construindo um reino terreno ou um reino celeste?

Verso 47: “O rei disse a Daniel: Não há dúvida de que o seu Deus é o Deus dos deuses, o Senhor dos reis e aquele que revela os mistérios, pois você conseguiu revelar esse mistério”.

“Daniel, por causa do que você fez, agora eu conheço o teu Deus. Por causa da tua vida, eu sei que o teu Deus é maior que os meus deuses. Na hora que eu mais precisei, os meus deuses não se manifestaram. Mas o teu Deus é um Deus que caminha entre os homens.”

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Fonte: Cristãos Cansados