Justiça sem Limites – Sermão – Mateus 18 e 19

Justiça sem Limites – Sermão – Mateus 18 e 19

Justiça sem Limites – Sermão – Mateus 18 e 19


 

Curso: QUERO ENTENDER A BÍBLIA

 

Seja nosso colaborador:

1 . pecado = fragmentação em serie de ações

2 . lei = negativa e nao positiva Por não entenderem corretamente o conceito de pecado e de lei, eles não podiam entender corretamente o que é justiça.

Todo o Novo Testamento se coloca contra essa falsa compreensão. Além do mais, um segundo aspecto da compreensão da lei bíblica é que ela é essencialmente positiva ao invés de negativa. Mateus 19:16-21 Eis que alguém se aproximou de Jesus e lhe perguntou: “Mestre, que farei de bom para ter a vida eterna? ” Respondeu-lhe Jesus: “Por que você me pergunta sobre o que é bom? Há somente um que é bom. Se você quer entrar na vida, obedeça aos mandamentos”. “Quais? “, perguntou ele. Jesus respondeu: ” ‘Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não darás falso testemunho, honra teu pai e tua mãe’ e ‘amarás o teu próximo como a ti mesmo’”. Disse-lhe o jovem: “A tudo isso tenho obedecido. O que me falta ainda? ” Jesus respondeu: “Se você quer ser perfeito, vá, venda os seus bens e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu. Depois, venha e siga-me”.

Ao lidar com este jovem rico, novamente Jesus deixa muito claro a natureza essencialmente positiva da lei. Aquele jovem guardador de mandamentos ficou triste e foi embora pois ele não estava esperando esse tipo de resposta. Ele gostava daquela compreensão limitada de justiça onde se para de fazer certas coisas. Ele deu um passo atrás quando Jesus mostrou para ele a compreensão mais contínua da justiça onde não há limite e nem fim para o quanto devemos nos importar com as pessoas. Jesus apontou além da negatividade dos 10, para a positividade da lei do amor. Isso, é claro, foi mais do que aquele jovem estava realmente comprometido a fazer. Ele se sentiu relativamente confortável com a negatividade da lei. Ele era bom em não fazer isso e aquilo, mas não estava pronto para o alcance ilimitado da lei de Deus nas áreas de sua vida.

Mas por incrível que pareça, Cristo atropela a lógica de Pedro e afirma, “Pedro, Pedro, nem 7 nem 70, mas 490 vezes.” Eu te desafio a tentar isso qualquer dia. Quando você chegar ao 490, não terá mais carro pra contar história. E também irá ter perdido a conta de quantas vezes já perdoou minha péssima habilidade automotiva. Na verdade, Pedro não estava perguntando, “O quanto eu devo amar meu próximo?” mas “Quando eu posso parar de amar meu próximo?” Essa é uma questão muito humana. Eu gosto dessa pergunta. Quando eu posso parar de amar o meu próximo? Qual é a linha que define onde acabam as minhas obrigações cristãs? Esse é o nosso entendimento natural como pessoas.

Foi assim que Pedro aprendeu que nunca haverá um limite ou um tempo quando ele pudesse deixar de amar o seu próximo ou deixar de estender a graça de Deus para ele. E o que é mais assustador é que não há limites para o amor cristão. Assim como Pedro, estamos muito mais confortáveis com a abordagem negativa da lei do que com a positiva. Queremos saber quando já cumprimos nossa cota de bondade para que possamos relaxar e voltar a sermos nós mesmos. A abordagem negativa da lei limita o escopo da justiça e a torna humanamente administrável, alcançável. Existe um tipo de justiça que escolhe as pequenas unidades de ação, escolhe como alvo de mudança apenas questões de menor relevância.

O Novo Testamento prega o contrário. O modo cristão é de justiça inacabável, expressada no amor por Deus e pela humanidade, resumida nos dois grandes mandamentos. E nós, de igual forma, gostamos de definir o pecado como alguma pequena ação negativa, pois todo mundo consegue superar ou suprimir um hábito se tentar com força suficiente. Por outro lado, é praticamente impossível amar todos à minha volta o tempo todo. É por isso que queremos saber os limites do amor e da vida Cristã, para que possamos saber quando tivermos chegado. A perversidade humana ama a abordagem negativa da lei porque ela limita o escopo da justiça, ela cria pequenos itens alcançáveis para que eu possa ser chamado de justo.

Quando a lei de Deus está em nossos corações, será natural e normal guardar os muitos mandamentos dele. Mas o contrário não é uma realidade. Eu posso guardar as muitas leis de Deus e ainda assim não ter os mandamentos dele no meu coração. “‘Esta é a aliança que farei com a comunidade de Israel depois daqueles dias’, declara o Senhor. ‘Porei minhas leis em suas mentes e as escreverei em seus corações. Serei o Deus deles, e eles serão o meu povo.’” Precisamos entender que Cristianismo não é apenas uma melhoria de vida. É uma total transformação de uma pessoa em seu modo de pensar, agir e viver. O cristão não está apenas em Cristo, mas Cristo está nele através do poder do Espírito Santo.

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Fonte: Cristãos Cansados